quarta-feira, 25 de abril de 2012

Comemorações do 25 de Abril : intervenção representante do CDS-PP


COMEMORAÇÕES DO 38º ANIVERSÁRIO 
DA REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL DE 1974

Portimão, 25 de Abril de 2012

Intervenção do Representante do CDS-PP
Vasco António Carapucinha  


  
Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Portimão,
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Portimão,
Senhoras e Senhores Vereadores,
Senhoras e Senhores Membros da Assembleia Municipal de Portimão
Senhora e Senhores Presidentes e Membros das Assembleias e das Juntas de Freguesia de Alvor, Mexilhoeira Grande e Portimão,
Autoridades Religiosas, Civis e Militares, 
Distintos Familiares de Manuel Teixeira Gomes aqui presentes,
Representantes do Movimento Associativo,
Senhoras e Senhores Funcionários da Autarquia,
Senhoras e Senhores Jornalistas,  
Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Assinalamos hoje mais um aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974. Comemoramos acima de tudo a conquista da Liberdade e a derrota da repressão, da censura prévia, do obscurantismo e do atraso de Portugal. Quaisquer que sejam as perspectivas que cada um de nós tenha sobre o que foi o 25 de Abril e de que forma foi ou não devidamente defendido ao longo dos últimos trinta e oito anos, cumpre aqui prestar homenagem a todos os que sofreram na pele a repressão da ditadura, a todos os que defenderam a pátria na Guerra Colonial e a todos os Capitães de Abril que fizeram com que aquele “(…) dia inicial inteiro e limpo onde emergimos da noite e do silêncio (…)” como escreveu Sophia de Mello Breyner, fosse, enfim, possível!

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Mais do que insistir em análises tantas vezes repetidas sobre o estado da Nação (ou como disse o Capitão Salgueiro Maia, na madrugada de 25 de Abril, o estado a que isto chegou), comemorar esta efeméride deve antes, por dever de consciência e por imperativo de cidadania, lançar um olhar para o presente do nosso concelho, tentando dar um contributo para o que pode e deve ser o seu futuro. Neste dia em que assinalamos um acto praticado por verdadeiros heróis e patriotas, não há que ter medo das palavras, mas sim e antes dizer tudo aquilo que vai na alma de muitos portimonenses, que, devido a múltiplas razões, não podem falar livremente!

Senhor Presidente da Câmara,

38 anos depois da Revolução de Abril, que foi feita em nome da liberdade, do progresso e do reforço do Municipalismo, temos um concelho parado, minado pela incompetência política dos sucessivos executivos a que V. Exa. tem presidido nos últimos dez anos e meio; temos um concelho onde a taxa de desemprego é recorde, onde os comerciantes do centro histórico travam e perdem no dia – a – dia uma luta sempre desigual contra as grandes superfícies comerciais e o respectivo aliado, que é V. Exa.; um concelho onde os funcionários autárquicos são tratados de forma desigual, porque, em comparação com os funcionários da empresa municipal do regime, são funcionários de segunda, no salário e nas regalias; um concelho onde mesmo os funcionários da dita empresa do regime (Portimão Urbis), apesar de beneficiados aquando da sua contratação, são privados do pagamento pontual do seu salário; um concelho onde os empresários que fornecem a autarquia são desprezados, quando não enganados e desesperam para receberem o pagamento das suas facturas; um concelho que ainda tem várias dezenas de barracas, apesar do seu fim ter sido anunciado há vários anos, com a devida pompa e circunstância; um concelho onde, apesar de não haver dinheiro para quase nada, foi montado um espectáculo da pseudo-cidadania, para fazer passar a ideia que são os munícipes que decidem com se gastam umas migalhas de algumas dezenas de milhares de euros; um concelho onde, no centro histórico, os habitantes são abandonados à sua sorte, à mercê do saque da empresa concessionária do estacionamento automóvel, dos furtos dos criminosos e da coacção dos traficantes de droga.  
Minhas Senhoras, Meus Senhores,

Poderíamos continuar aqui a discorrer, desfiando exemplos e mais exemplos do que é Portimão trinta e oito anos após a Revolução de Abril.

É contra este estado de coisas, ou contra o estado a que isto chegou em Portimão, que, 38 Anos após a Revolução de Abril, aqui está perante vós um filho de Portimão e de Portugal!

Um portimonense e um português que sempre lutou e vai continuar a lutar pela liberdade, pela verdade e pelos Direitos do Homem!

Um portimonense e um português defensor da Democracia, em toda a sua plenitude e que sempre pugnou pela defesa intransigente do bem comum, dos pequenos comerciantes, do património local e da família!
Caros Portimonenses,

Chegou o momento de dizer basta a este estado de coisas! É hora de mostrar que estamos vivos, que queremos defender a nossa terra e levantar a nossa voz, em uníssono, pelos ideais do 25 de Abril!

Ergamo-la para escorraçar da nossa terra os incompetentes e os oportunistas!

Ergamo-la para que possamos estar seguros nas nossas casas!

Ergamo-la para que possamos caminhar seguros nas ruas e estradas de Portimão!
Ergamo-la para que possamos dignificar o trabalho, a iniciativa económica, os comerciantes e todos os trabalhadores do concelho de Portimão!

Ergamo-la para que com ela se possa estabelecer a ordem, a disciplina e o cumprimento das leis!

Levantemos a voz, Portimonenses, para podermos fazer com que se prestigie o ensino nas nossas escolas!

Como português e defensor do 25 de Abril, apelo a todos os Portimonenses e democratas que lutem pelos ideais de Abril, para que esses ideais cheguem finalmente a Portimão!
Para que, como escreveu Sophia, todos livres habitamos a substância do tempo!
Viva Portimão e os Portimonenses!!!

Viva Portugal! Viva o 25 de Abril! 

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