domingo, 25 de abril de 2010

Intervenção do Ricardo Coelho na Sessão Solene do 25 de Abril

Hoje de manhã realizou-se a Sessão Solene das Comemorações do 25 de Abril, com a intervenção das várias representações políticas com assento na Assembleia Municipal. Por parte do CDS-PP de Portimão, a intervenção esteve a cargo do Ricardo Coelho, Presidente da JP de Portimão.

Deixo a transcrição do discurso do Ricardo Coelho :



'Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Portimão,
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Portimão,
Senhoras e Senhores Vereadores,
Membros da Assembleia Municipal,
Senhores Presidentes e Membros das Assembleias e das Juntas de Freguesia de Alvor, Mexilhoeira Grande e Portimão,
Senhores Funcionários da Câmara Municipal de Portimão,
Autoridades Civis e Militares,
Senhores Representantes do Movimento Associativo,
Ilustres Convidados e Personalidades aqui presentes,
Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Bom dia.


Hoje dia 25 de Abril, um dos dias mais conceituados por todos nós, mais um ano se passou, desde que uma das mais árduas batalhas pela liberdade foi ganha pelo povo Português, mais um ano se passará no dia 25 de Novembro em que a dignidade humana, empresarial e cultural foi redescoberta.

Na minha opinião, liberdade é um valor que nunca poderemos consentir como um dado adquirido, porque os ciclos de democracia têm os seus altos e baixos, tal como nunca devemos lavar a memória de histórias contadas, pois o desenvolvimento é obra da história, dos erros passados, de uma nova construção social e até mesmo civilizacional.
Associo os termos liberdade e democracia, porque democracia é o tipo de estado mais livre que conheço.
Tendo em conta que democratizar um estado é promover educação, justiça, formação e assegurar saúde à população.

Agora divagando por pensamentos, julgo que a minha geração está preocupada com o facto do pobre desenvolvimento comparativamente ao desenvolvimento que podíamos, que devíamos ter alcançado.
Devíamos soltar-nos dos mecanismos sociais que controla as massas, uma espécie de engenharia social que não permite ir mais além, nós os jovens temos uma capacidade única de aprendizagem que se vai desgastando com o tempo, e que mal orientada produz futilidade, falta de ambição intelectual, produz quase todos os meandros negros de gentes esquecidas.

Certamente, que não ganharemos um futuro com um esquerdismo revisitado, e muito menos com um, empenhado a destruir os pilares socioculturais e que esquece que há princípios humanos que não podem desaparecer.

Não é também com remendos toscos do centrão cujo único propósito é dominar. Todos os dias nos provam que são pessoas imprecisas, irresponsáveis, alguns mentirosos e que sem exercer acções por causas aparecem sempre bem na fotografia. Porque fugitivos como o Sr. Eng., ou o Dr. Europa e os fracassos gerais da arrogância democrática das maiorias do Dr. Seriedade e do suposto “Eng” não podem ser aplaudidas, devem ser condenadas, e não apenas o batedor que vai à frente, mas todos os que apoiam, porque das duas uma, ou apoiam sem conhecimento de causa e meus senhores este País não é o das maravilhas, ou então apoiam fraudes.

Mas tal, como os alunos de uma Universidade fazem a instituição, o povo Português faz o estado e a educação, essa precisa-se.

Alguns revolucionários de ontem são os poderosos de hoje e comportam-se como novos autoritários, com a constituição socializante e muito desactualizada sempre na boca, mas não hesitam em reduzir o espaço da independência das empresas, não hesitam em participar nos negócios em concreto e directamente.

O socialismo é para muitos dos que nos governam uma patente que consente tudo, é para alguns uma estratégia para viver sobre o estado e ao mesmo tempo sob o estado.

Apresentam estatísticas que mostram um povo com maior acesso ao ensino, mas sem qualidade, ora, isso não supõe formação.
Apresentam um povo Europeu consciente dos problemas sociais e cívicos. Um povo com sede para vingar nas suas vidas, em Portugal e no Mundo.
Pois na minha perspectiva eu considero o povo Português, um povo sem conhecimento, sem expressão própria, sem autonomia, sem informação real e cada vez mais com menos cultura. E intitulo um povo com estas características, de analfabetos do século XXI.

Quando um país vive a crise que nós vivemos não é possível desprezar o valor económico da agricultura, o potencial do mar, a importância do conhecimento e da formação.

É necessário promover uma cultura social diferente. A cada dever corresponde um direito, a cada liberdade corresponde uma responsabilidade e a cada privilégio corresponde uma obrigação moral de solidariedade.

A democracia exige trabalho, e o cidadão não quer ter esse trabalho, deixam de se interessar pela política e menosprezam a democracia.
Isto naturalmente leva a falta de qualidade em quem gere o estado, porque se não se exige, a transparência mingua, a verdade escasseia, e todo o povo é auto destruído por vícios sóbrios da cópia.

Não se esqueçam que a coragem que fez renascer o estado de liberdade espiritual, nasceu nos jovens, nos que nunca foram comodistas. Foram impulsos de sangue lusitano, mas de sangue verdadeiro, foi a energia de quem não se interessa pela sua face, mas de quem quer o melhor para o seu Povo, Para a sua Região, para a sua Pátria.

Por mais acesso desmedido ao ensino que se conceda, se de facto esse ensino não tiver qualidade, será um mero tempo passado sem que se cresça mentalmente.

É necessário que se apreenda que a educação e o conhecimento não são complementos fáceis ao desenvolvimento individual, e que se a sociedade, e principalmente os pais da criança não forem sensíveis ao seu desenvolvimento, esta criança não vai promover nunca um pensamento seu, pensamento próprio, ela simplesmente limitar-se-á a redigir pensamentos de outros. Temos que ter consciência que os pilares da democracia são frágeis e sem conhecimento não há democracia, há alguém que engana alguém.

Hoje o pensamento social deu origem ao mexerico de café e à escassez de ternura educacional.

As conversas familiares perduram quando existe afecto, o que cada vez é mais raro. As crianças passam a exigir as suas liberdades individuais prematuramente e como os papás têm medo de ficar mal na cena, cedem à hipocrisia social por medo de não cumprirem os requisitos da suposta liberdade.

Lembrem-se que o futuro depende dos jovens, é necessário todo o amor e compaixão para com eles. E nunca esquecer que as premissas de vida apreendidas, serão seguidas. O que quero dizer é que se a politica e as acções sociais forem baseadas em burlas, incapacidade intelectual, falta de transparência e fantasia em excesso, o amanhã construído pelos jovens de hoje será pior, ou no melhor dos casos igual.

Outrora queriam manifestar pensamentos, manifestar expressões, chamar nomes feios, ser contra qualquer tipo de actividades que vos rodeavam, hoje parece que esqueceram o Porquê da revolução? Toda a gente teme ser ridicularizada por fazer o que acha certo, por pensar e por acharmos certo. Ou seja, vamos todos seguir os indígenas morais e depois temos a honra de fazer parte de núcleos ridículos e imbecis.

É urgente assegurar competências em várias áreas, para que nos condecoremos como Povo Livre.

O compromisso com uma economia de mercado com responsabilidade ética e sem condescendência. Porque aqui não há liberdade, há um congestionamento burocrático que nos torna prisioneiros de um Estado Pai, que ao invés de facilitar complica a vida aos poucos empresários ainda existentes. Vivemos num regime socialista para as grandes empresas, quase todas dependentes do Estado e algumas sem concorrência. Parece ter sido aprovado uma lei para a abolição das micro e pequenas empresas, porque com a evolução da economia é onde vamos chegar. Há corrupção bem manejada, mas a actual de maneira descarada com impossibilidade de prova devido a patronos de tribunal, é inacreditável.

É necessária coragem para assegurar a segurança e para fazer com que as forças que têm essa missão sejam respeitadas, pois há uma perigosa perda de autoridade, e sem segurança ninguém pode dizer que é livre.

Precisamos de investimento em recursos humanos que Portugal deixa escapar, para não mais voltarem e sabem que mais, se os jovens forem bem tratados fora de Portugal, pois que migrem todos, ao menos dão asas à imaginação, à originalidade, a uma vida.

Há também uma necessidade enorme de reformular o meio do ensino, a burocracia tentacular e absurda, e em muitos sítios o próprio ensino.
E porque falar de democracia é como falar de justiça, descompliquem-na. Deixem os técnicos profissionais de cada área trabalhar, quase que visualizo uma organização bem mais saudável.

São vários os panomramas em decadencia, mas chega de falinhas mansas.
Eu vou tentar estimular todas as mentes que se cruzam com a minha e decerteza que vou descredibilizar quem não merece um pingo de crédito. Apelo a que todos o façam, mas sempre conscientes da verdade.

Com acções de todos, vamos tornar um Portugal economicamente e ecologicamente sustentável. Para que não mais, as próximas gerações paguem o que não podem e aquilo de que não têm culpa alguma.'

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