quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CDS-PP vota contra casamento homossexual


CDS DIZ QUE LEGALIZAÇÃO DOS CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS IMPLICARÁ INEVITAVELMENTE A ADOPÇÃO

O líder parlamentar democrata-cristão, Pedro Mota Soares, anunciou esta quinta-feira que o CDS-PP votará contra a proposta de lei do Governo para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e alertou que a iniciativa permitirá “inevitavelmente” a adopção.

“O governo optou claramente por mudar o Código Civil e não fazer um contrato novo. E esta iniciativa vai acarretar inevitavelmente não só a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo mas vai também possibilitar a adopção por parte de pessoas casadas do mesmo sexo”, considerou.

O líder parlamentar do CDS-PP criticou ainda que a “primeira iniciativa política do Governo perante um cenário de crise e de desemprego seja o casamento entre pessoas do mesmo sexo”, afirmando que “os portugueses julgarão as prioridades do Governo”.

Mota Soares argumentou que se o Governo optar por alterar o Código Civil para impedir a adopção por parte de “pessoas casadas do mesmo sexo” estará a pôr em causa o princípio constitucional da igualdade”.

Afirmando que o CDS-PP votará contra a proposta do Governo, e que o programa eleitoral do CDS rejeita alterações ao instituto do casamento, Mota Soares disse ter “grande expectativa” quanto à iniciativa do movimento de cidadãos para entregar na Assembleia da República uma petição para um referendo sobre a legalização dos casamentos homossexuais.

Sobre a iniciativa de alguns deputados da bancada democrata-cristã, como Telmo Correia e Ribeiro e Castro, para propor no Parlamento a realização de um referendo, Mota Soares disse que “é mais importante” que uma iniciativa com esse objectivo surja dos cidadãos.

Mota Soares considerou “mais importante que uma iniciativa que é para uma consulta dos cidadãos possa vir dos cidadãos”, afirmando que “se essa iniciativa der entrada na Assembleia o CDS vai aprová-la” para “devolver a palavra aos cidadãos”.

Mota Soares recusou pronunciar-se sobre a proposta anunciada pelo líder parlamentar do PSD, Aguiar Branco, para criar a figura da “união civil registada”, alegando que ainda não é conhecida.

Site do CDS-PP

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