quarta-feira, 20 de maio de 2009

Entrevista João Caetano á Rádio Alvor


Deixo excerto da entrevista de João Caetano à Rádio Alvor, transmitida hoje, assim como link para ouvirem toda a entrevista. Link aqui.

O CDS quer que a Câmara desista da localização de uma creche no Malheiro e propõe um outro espaço. Se com isso se perder verbas comunitárias, o candidato do CDS à presidência da Câmara, João Caetano, sugere que, para compensar, se corte nas
exposições.

Porque é que o CDS defende que a creche deve ser construída noutro espaço?


Em primeiro lugar, é preciso que se diga que o CDS, como é óbvio, não está contra a construção da creche, que já há muito faz falta. Não concordamos, nem a população, é com a localização porque se trata de uma zona habitacional, o terreno em causa está no meio da zona residencial do Malheiro e destinava-se a jardim público. A construção naquele local deste tipo de equipamento irá trazer uma série de transtornos quer à população residente quer às pessoas que têm ali negócios. Transtornos que se traduzem no afluxo de trânsito, pois os pais que vão deixar os seus filhos na crecher precisam de transporte para se deslocarem e no ruído, para além de ali não ser construído o tal espaço verde prometido.

O argumento da Câmara é que estão em jogo fundos comunitários que se perderão se a creche não for construída ali. Prefere que se percam esses fundos?


Esse é um argumento que já ouvi e que temos de pesar e que analisar para ver se será mesmo assim. Mas esta questão foi levantada inicialmente em Outubro de 2008 por vários moradores na zona. Se tivesse havido uma atitude mais proactiva por parte do executivo do PS desde essa altura, possivelmente teria sido possível alterar a localização sem a perda de qualquer financiamento. Nesta fase, há que analisar o problema mas penso que será preferível edificar o edifício noutro sítio perdendo, eventualmente, algum do financiamento comunitário do que mantê-lo naquele local. Há uma alternativa, um terreno situado a cerca de 500 metros, que foi doado à Câmara. Se se perder fundos comunitários, creio que foi por alguma inércia do executivo e é preferível perder financiamento, do que, se calhar, fazer uma exposição, que é um evento efémero, e que custa 300 ou 400 mil euros à Câmara.

Mudando de assunto, o candidato do PSD disse numa entrevista recente que defendia uma coligação eleitoral. Tem havido conversações nesse sentido, ainda é possível essa coligação?

Tanto quanto eu sei, não tem havido quaisquer conversações. Neste momento, o CDS faz o seu caminho, temos estado a ouvir a população, temos em preparação uma série de medidas que vamos apresentar num curto espaço de tempo e estamos também a preparar as nossas listas. É este o caminho que traçámos e em Outubro depois das eleições os resultados dirão se foi uma aposta correcta ou não.

Uma aposta que será para ir até ao fim de forma isolada?

Exactamente, a não ser que houvesse um volte-face que, sinceramente, não estou a ver como poderá ocorrer.

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