quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um Filme muito Gasto !

"Um filme muito gasto" o vídeo que divertiu o congresso do CDS-PP

4 comentários:

João Bárbara disse...

Esta foi demais ....... foi o momento ilariante do Congresso. Este Video conseguiu colocar todos a rir, aliás quase todos, excluindo claro a falta de humor de Vitalino Canas.

Anónimo disse...

De certo um momento hilariante

João Gonçalves Caetano disse...

Caros Companheiros e Amigos,

Deixo aqui transcrita a opinião veiculada pelo Dr. Borges de Freitas (anterior Secretário Geral do partido) acerca do último congresso:

"Martim Borges de Freitas - CDS: O Congresso das Minudências
23-jan-2009

Realizou-se no passado fim-de-semana mais um Congresso do CDS. A esse propósito, tinha aqui deixado algumas perguntas relativamente às quais o CDS deveria dar uma resposta, com o objectivo de atenuar junto do seu potencial eleitorado a imagem que de si tem dado e que, a meu ver, lhe tem vindo a levantar as maiores dúvidas a ponto de se sentir cada vez menos representado por este partido. Reafirmou e defendeu Paulo Portas e, portanto, o Congresso, o conjunto de princípios e valores do CDS? Não. Como foi dito pelo Presidente do CDS, não devemos perder tempo com debates acessórios e fracturantes. Devo, por conseguinte, entender que se tratam de minudências.
Reafirmou e defendeu Paulo Portas e, portanto, o Congresso, que o CDS jamais fará, após as próximas eleições legislativas, um acordo político com o PS? Não. Como foi dito pelo Presidente do CDS, discutir políticas de alianças nos órgãos próprios do partido e, nomeadamente, no Congresso, é uma minudência. O importante era - e foi - reafirmar e defender em 2009, pasme-se, a independência e autonomia do CDS perante o PS e o PSD, tratando-os por igual. Isso é que foi importante! Estarmos em 2009 a dizer que devemos cuidar da autonomia e independência do CDS quando foi isso justamente que ficou definitivamente resolvido pelos fundadores do partido em 19 de Julho de 1974, isso já não é estarmos a distraírmo-nos com pormenores, isso já não são minudências. O problema é que, apesar de insistentemente reclamada por vários congressistas, não foi excluída a possibilidade de viabilização de um governo do PS. Tendo sido assim, o resultado desta não dicussão imposta ao Congresso tem, pelo menos, três consequências óbvias: a primeira é que o CDS abdicou definitivamente de ser e de contribuir para uma alternativa ao PS; a segunda é que o CDS abdicou de se apresentar como garante de estabilidade quando vai ser exactamente este valor, o da estabilidade, aquele que o eleitorado mais vai querer e os outros partidos, pedir; a terceira é que quem ficou a sorrir foi Sócrates. Poderia continuar aqui a desfiar outras questões, que, para não ir mais longe, me pareceram, no mínimo, maltratadas. Dou como exemplos, a das próximas eleições presidenciais e a da revisão constitucional. Apesar de, as eleições presidenciais, ocorrerem no âmbito de vigência dos órgãos nacionais eleitos neste Congresso e apesar de, por isso mesmo, me parecer da maior importância para o CDS disputar as eleições legislativas já com uma posição clara sobre as presidenciais, justamente para que o eleitorado perceba exactamente de que lado está o CDS, apesar disso, o Presidente do CDS e, portanto, o Congresso, ignorou por completo este assunto. Por outro lado, apesar de, na próxima legislatura, a Assembleia da República assumir poderes constituintes, do Presidente do CDS e, portanto, do Congresso, não se ouviu uma única palavra sobre a revisão da Constituição da República Portuguesa, matéria, aliás, muito cara ao CDS. Por último, tinha eu dito aqui, na Rádio Diana, que estava por dar, antes do Congresso, a razão pela qual Paulo Portas tinha abandonado em 2005 a liderança do CDS com o objectivo de regressar mais tarde e a de o ter feito logo em 2007 e ainda por cima da forma como o fez e perante quem o fez. Pois é, deve tratar-se de mais uma minudência!

Martim Borges de Freitas"

(o link da cronónica é este: http://dianafm.com/index.php?option=com_content&task=view&id=13839&Itemid=24).

Embora esteja em completo desacordo com a opinião que deixei transcrita, até porque não reflecte o que se passou no congresso, onde estive presente como observador, entendo que é útil deixar a mesma aqui à consideração de todos.

Cumprimentos

João Bárbara disse...

Também a mim me parece uma visão distorcida do que realmente e verdadeiramente se passou no Congresso. Tive oportunidade de estar presente no Congresso de Caldas da Rainha, e logo percebi que a palavra 'minudência' fez confusão a muito boa gente. A meu ver, foi mal entendido pois o que o Paulo Portas pretendia era que se discutissem questões importantes e que no Congresso não estivesse em causa 'picardias' internas e pessoais - pelo menos esta foi a minha visão das coisas, posso dizer que a minha e de muitos mais pois a votação da POPE do Paulo foi bastante boa.

No entanto, concordo com o João em não descurarmos as opiniões divergentes.

Fica aberta a discussão.