quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Entrevista João Caetano ao Jornal de Portimão


Deixamos alguns excertos da entrevista do Jornal de Portimão ao nosso Candidato à Câmara Municipal de Portimão - João Caetano. Pode ler a entrevista na íntegra na edição impressa do Jornal de Portimão.

(excertos retirados do blog do Jornal de Portimão)

Um dos temas de crítica, quer do CDS quer do PSD, à Câmara tem a ver com a situação financeira. É assim tão grave?
Acho que é muito grave, tem-se consumido demasiado dinheiro nos eventos e nas empresas municipais, que, pelo menos uma delas, a ExpoArade tem sido um autêntico sorvedouro de recursos financeiros. Por outro lado, também me preocupa muito os atrasos de pagamentos da Câmara aos seus fornacedores, há empresas à espera de pagamento durante longos meses, o que lhes está a causar graves problemas de tesouraria e até a colocar em causa a sua sobrevivência, numa altura em que vivemos uma gravíssima crise financeira e económica.

É contra as empresas municipais?

Não sou, por princípio, contra as empresas municipais. Sou contra a forma como têm sido geridas em Portimão, pelos gastos que implicam e pela forma pouco transparente como funcionam. Também condeno a forma perversa como têm sido utilizadas, ao nível da atribuição de lugares, cargos e benesses quer a pessoas ligadas ao Partido Socialista, quer a algumas ligadas a partidos da oposição, que estão algo desiludidas e que encontram ali um poiso.
Aliás, já apresentámos na Assembleia uma proposta - que mereceu estranhamente, ou talvez não, os votos contra do Bloco Central - para que os administradores-executivo das empresas fossem encontrados através de concurso público. E, sinceramente, não percebo porque é que um gestor que vai estar à frente de uma empresa que vai prosseguir fins que eram da autarquia, com dinheiros que são da autarquia, com critérios de razoabilidade económica, não há-de-ser um gestor de carreira que é encontrado por critérios de mérito e qualificação profissional.
O Partido Socialista e o PSD não estão de acordo, mas nós achamos que seria um bom ponto de partida para que as empresas municipais pudessem ser reconduzidas àquilo que devem ser, ou seja, estruturas que permitem ao poder gastar melhor o dinheiro público.

Tendo em conta que, no essencial, as criticas que o CDS faz coincidem com as do PSD, não seria preferível irem os dois partidos em coligação para conseguirem concretizar essa alternativa de ruptura?

Não sei se o PSD está realmente interessado em fazer uma ruptura com o status quo. Quando se fala de coligações tem que se saber do que se está a falar. Ou se fazem coligações como forma meramente aritmética de somar votos para conquistar o poder ou então fala-se de uma coligação na perspectiva de um projecto alternativo de sociedade, com cabeça, tronco e membros, que corresponda aos anseios da população e que não se resuma só à conquista de poder e de votos. E é esta segunda perspectiva que eu e as pessoas que dirigem o CDS/Portimão encaramos como fundamental para pertencer a uma coligação. Ora, aquilo que nos parece é que não estão criadas as condições para que isso aconteça. A haver uma coligação, neste momento, seria uma mera soma aritmética de votos o que, de uma forma um bocadinho inconsciente, foi o que aconteceu em 2005. E as coisas não correram bem, por culpa de todos, do CDS, do PSD e dos independentes, porque faltava o tal projecto de sociedade, o fio condutor para que as pessoas pudessem distinguir as nossas propostas das do Partido Socialista.

Na entrevista que me deu, José Dias pareceu disponível para chegar a um entendimento...

Então terá de perguntar a José Dias em que contexto em que ele quer fazer esse entendimento. Tanto quanto sei, não existiram contactos formais da parte PSD para constituir esse tal projecto alternativo, terão havido, eventualmente, conversas informais que iam apenas no sentido de somar votos e para isso nem eu nem o CDS estamos disponíveis, mas José Dias lá saberá do que está a falar.

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